terça-feira, 20 de dezembro de 2011

América Mineiro no Brasileirão Sub-20 2011

Foto: Guilherme Testa
O América Mineiro debutou no Brasileirão Sub-20 em 8 de dezembro, em Alvorada, diante do Atlético Paranaense. A partida terminou com o placar de 1-0 para o rubro-negro paranaense, gol de Pablo.

O segundo jogo do Coelho acontenceu novamente em Alvorada, dia 10 de dezembro. O adversário fora o Fluminense. Triunfo Mineiro por 1-0, gol de Anderson.

Dois dias mais tarde, também em Alvorada, foi a vez de defrontar-se com o Ceará. O placar final da partida foi de 2-0 para o time Mineiro, gols de Caio e Igor.

Fechando a primeira fase, o América aplicou sonantes 7-0 no Palmeiras. Fora a maior goleada da competição. Os marcadores do jogo foram: Bené, China, Lula, Caio, Taylor, Flávio e Hindian.

Na fase de quartas-de-final o América duelou com o Cruzeiro. O jogo acontera em Pelotas e o América ganhou por 1-0, gol de Taylor.

Na semifinal o adversário foi o Coritiba. O América ganhou por 1-0, gol de Hindian.

Na final, ocorrida no Passo D'Areia, em Porto Alegre, o rival era o Fluminense. Em jogo difícil o América aplicou uma virada nos cariocas. Fluminense 1-2 América Mineiro, placar final. América Mineiro Campeão do Brasileirão 2011 Sub-20.


Veja a Galeria de imagens da Final:

BR2011 SUB-20: Fluminense 1-2 América Mineiro

1° Tempo
Desde o princípio da partida, o Fluminense se mostrava um time mais ''lúcido'' que o América Mineiro. Os cariocas avançaram suas linhas desde o começo da partida, o América, com tendências ofensivas, dava espaços. Por exemplo, os laterais compuseram em poucos momentos a linha de quatro defensores. Jogavam avançados.

O bem organizado Fluminense fez uso do espaço disponível. Aos 8 minutos da etapa inicial, Michael, após lançamento da direita, posicionou as costas do defensor mineiro, este falhou. Michael protagonizou um lance típico de quem carrega o número 9 as costas, dominou a bola erguida da direita e finalizou de perna direita, gol do Tricolor Carioca, Fluminense 1-0 América Mineiro.

Passada tentativa de reação Mineira pós-gol, o Fluminense voltou a dominar as ações da partida.

Entre uma escapada e outra, a equipe Mineira desvencilhou-se do amontoado de tricolores que pressionavam sua zaga e foi em busca do empate. A grande chance surgira, fora logo após de boa triangulação do avantes Mineiros, Flávio acabou derrubado dentro da grande área. Penalidade máxima para o conjunto vindo de Minas Gerais. O empate vinha pelos pés de China, ele igualara o marcador. Agora, Fluminense 1-1 América Mineiro.

O gol de empate deu algo, até então inédito ao América, um pouco de lucidez. Os jovens que ostentavam a camiseta verde-negra passaram a tentar propor o jogo. O América se fazia levemente superior na segunda metade da etapa inicial. O Fluminense tentava recuperar o domínio da partida. Tentava.
Em certo momento, o jogo equilibrou-se. Era ora o Fluminense no ataque, e até por vezes o América. Os contra-ataques eram o grande trunfo mineiro, mas investidas ofensivas começavam a aparecer pelo ''Coelho'', como é conhecido o América. O primeiro tempo da decisão se apresentava cada vez mais atraente aos adeptos do bom futebol. O jogo era lá e cá. 

Ao final do primeiro tempo, após longo lançamento vinda da direita, Higor surgiu na ponta-esquerda as costas da zaga Mineira, bateu cruzado, acertou o poste. Fluminense 1-1 América Mineiro, assim terminava o primeiro tempo da decisão.

2° Tempo
A etapa complementar da finalíssima se mostrava mais estudada, distinto do que fora a etapa inicial. De chutões e até um certo nervosismo se caracterizou após a volta do intervalo.

Era uma segunda etapa mais elétrica e de mais cautela por parte de ambas equipes. O América voltou muito forte do intervalo. O Fluminense seguia causando estrago quando seu camisa 11, Marcos Júnior - um baixinho infernal que atua pelos flancos, apresentou-se como um valor destacável da equipe Sub-20 do Tricolor Carioca - possuía a bola.

O jogo amornou. Dava indícios da manutenção do empate.

Aos 34 minutos, um lance desagradável. O pequenino Marcos Júnior foi para uma dividida de bola com o guarda-metas Mineiro, Marcelo. Pior para Marcos Júnior, ele quedou-se caído, imóvel. Os médicos pediram o ingresso de uma ambulância no gramado para a retirada do camisa 11 do Fluminense. Pareceu ser grave a situação de Marcos Júnior. Fala-se em fraturas nas costelas. Marcos Júnior fora encaminhado ao hospital.

Foto: Guilherme Testa
O empate desenhava-se como o resultado final. Haviam cinco minutos de acréscimos. Já eram 46 da etapa complementar, escanteio pela direita para o América. Bola alçada para área. Confusão. A bola rebate nas costas do defensor Mineiro Lula e entra, Fluminense 1-2 América Mineiro. Virada do modesto América. Os jogadores do Fluminense estavam incrédulos do que estavam a passar. Mandavam a bola a todo custo em direção ao campo defensivo do América. Pouco adiantava. O América estava confiante. O América Mineiro segurou o jogo nos momentos finais e pela primeira vez sagrou-se campeão do Brasileirão Sub-20.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Argentina: Jogos e resultados da 13ª rodada do Apertura

Sábado(29/10):
Argentinos Juniors 3-1 Vélez Sarsfield
Newell's Old Boys 2-2 Olimpo
Independiente 0-0 Arsenal de Sarandí

Domingo(30/10): 
Lanús 2-1 Godoy Cruz
Boca Juniors 3-1 Atlético Rafaela
Belgrano 0-1 Colón de Santa Fe

Segunda-Feira(31/10):
18:00 - Unión vs Tigre
20:05 - Estudiantes vs Racing
22:15 - San Martín vs Banfield

Obs: O jogo San Lorenzo vs All Boys será remarcado.

Opinião: E nós, gaúchos, como ficamos nessa história?

   No país vizinho estamos acompanhando um exemplo a não ser seguido, o das barras bravas tomando as capas dos jornais por atos irregulares. Os problemas com as barras não se resumem ao ocorrido na cancha do Boca e do Newell's neste final de semana, é um problema histórico do futebol argentino e da hispano-américa. Durante a semana também ocorreu a agressão ao defensor do San Lorenzo, Jonathan Botinelli(irmão de Darío Botinelli, jogador do Flamengo), pelos componentes da barra do clube. Os atos de vandalismo das barras bravas não passam única e exclusivamente pelos maus resultados alcançados pelo clube. Transcendem este campo, os interesses das barras bravas alcançam o campo político, de onde, condicionado a quem apoiam e quem se elege, originam os recursos para o sustento da torcida. 
   O caso da La 12 assusta. O Ministério de Segurança irá propor ao Boca nos próximos dias que faça uma lista com os nomes de 2.000 sócios, sem a inclusão de relacionados as duas facções, para que ocupem a tribuna de visitantes no Amalfitani, para a partida diante do Vélez no próximo final de semana. As tentativas para evitar o atrito entre o bando de Mauro Martín e de Rafa Di Zeo não cessam. Lamentavelmente sabe-se que está por ocorrer, apesar de Di Zeo ter declarado em entrevista após a partida que está em missão de paz, que só quer acompanhar ao Boca. Contudo, deixou claro, caso sua facção seja atacada, irá se defender. 
Bom, visto a dimensão do problema que o fator barra brava esta por ocasionar, me queda um questionamento, e nós, gaúchos, como ficamos nessa história?
   Já se vão quase 10 anos desde o ''ingresso'' do jeito latino de se torcer no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul. Entre as inúmeras similaridades entre gaúchos, argentinos e uruguaios, eis mais uma. No entanto, as lindas festas, o apoio intenso as equipes, todo o  belo cenário formado pelas barras bravas tem um preço. Hoje, acredito que os clubes, e a sociedade gaúcha, ainda não pagam este preço.
   Recentemente tivemos no Beira-Rio a separação da Guarda Popular, em Guarda Popular(ou Colorada) e Popular do Inter, na Azenha, a Geral e a Velha Escola seguem caminhos distintos há algum tempo. As barras gaúchas, nem de longe, tem a força que as argentinas têm em seus clubes, contudo, poderão ter. Caso venham a ter toda a reprentatividade que, por exemplo, tem a La 12 para o Boca, Los Borrachos del Tablón para o River, Los Diablos Rojos para o Independiente, teremos disputas tão prejudiciais ao meio futebolístico, quanto as que hoje assistimos a uns 1.300km de distância.
   Não sou um anti-barra bravas, pelo contrário, sou a favor destas, desde que não alcancem as condições do que estamos a acompanhar na Argentina. Acredito que se domadas em quanto há tempo, não iremos presenciar fatos como o de rompimento de catracas, agressão a jogadores, exploração financeira para com os clubes, o futebol gaúcho não necessita deste tipo de atraso. Cabe aos diretivos dos clubes e aos órgãos públicos ficarem atentos quanto a esta questão.